APPMBA discute reforma da previdência durante audiência pública na ALBA

Postada, 23 de março de 2017 às 11h01

A diretoria da APPMBA participou na última terça-feira, 21, na Assembleia Legislativa da Bahia - ALBA, da audiência pública que discutiu os impactos da reforma da previdência sobre os trabalhadores da segurança pública no Brasil. 

Promovido pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, deputado Marcelino Galo, o debate reuniu entidades representantes dos policiais e bombeiros militares na Bahia, dos policiais federais, rodoviários federais e ferroviários federais que condenaram a matéria que tramita na Câmara Federal sob o título de PEC 287. 


Ao tratar do assunto na mesa, o presidente da APPMBA, Sgt PM Roque Santos avaliou a referida proposta como "desastrosa", pois não leva em conta as peculiaridades da atividade desenvolvida pelos profissionais da segurança pública, especialmente os policiais e bombeiros militar que colocam diariamente suas vidas em risco à serviço da polução."A reforma da previdência demonstra a retirada de  direitos já conquistados  não só dos policiais e bombeiros militares,  como de outras categorias trabalhistas. Estudos já apontam que estão querendo implantar este modelo  baseado na expectativa de vida do brasileiro. No caso dos policiais para 35 anos e 65 anos. Algo que consideramos inconcebível, improdutivo. Estudos no Brasil demonstram  que os policiais militares vivem 10 a 11 anos a menos que outros profissionais devido à sua função tão estressante, tão desgastante. Espero que o governador do nosso Estado não permita que isso aconteça, pois,  essa é uma proposta absurda, sem cabimento e demonstra querer fazer do trabalhador um verdadeiro escravo para que ele trabalhe até morrer. E nós não iremos permitir que este absurdo seja consagrado. Iremos reunir todas as forças necessárias para impedir essa "tragédia" que estão querendo cometer com a população brasileira.  Se  existe um "rombo" na previdência, é preciso procurar outra forma de tapar este tal de "rombo". Nós temos uma das maiores  cargas tributárias do mundo, então uma das alternativas é retirar valores de outras arrecadações até que este buraco seja tapado e que a previdência  se torne auto sustentável", sugeriu o presidente.


Também condenando a proposta, o deputado Marcelino Galo que presidiu a audiência, disse que a Reforma da Previdência não leva em conta o desgaste e à complexidade do trabalho que o policial exerce. “Essa escandalosa reforma da previdência, que penaliza todos os trabalhadores, não considera às condições de saúde do policial, o elevado nível de sofrimento psíquico e mental, diante da natureza especial do trabalho. O que confirma, por outro lado, que esse governo usurpador não conhece as especificidades do trabalho no campo e na cidade, nem as realidades presentes no Brasil”, ressaltou  o parlamentar.

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