APPMBA repudia ataques criminosos aos policiais militares baianos

Postada, 19 de janeiro de 2017 às 21h38

A Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia - APPMBA, vem  por meio do seu presidente, Sgt. PM Roque Santos, repudiar impetuosamente as ações criminosas que tem ocorrido desde os primeiros dias do mês de janeiro, contra os policiais militares da Bahia,  que resultaram na morte de quatro deles e de um bombeiro militar. 

Os policias mortos e o bombeiro, não estavam em serviço, mas mesmo assim,  fizeram o que tinha que ser feito e cumpriram  o  seu juramento firmado ao entrar na Corporação. O de proteger e servir a sociedade, mesmo colocando em risco,  a sua própria vida. 

Entre os atingidos citamos, o Cabo BM Ademon Gomes de Santana, 46 anos, que era lotado no 46° GBM. O Soldado PM reformado Josevaldo Ferreira de Jesus, de 59 anos, o Soldado  PM Jaílson César dos Santos Mendes, 43 anos, que pertencia à 53ª CIPM / Mata de São João, que foi baleado no dia 13/01/2017, ao reagir a um assalto. O Soldado PM Urivelton de Jesus Santana, 31 anos, que era  da 52ª CIPM/ Lauro de Freitas e o Sargento PM Aldo Carvalho dos Santos, assassinado na noite da última terça-feira,17,  durante um assalto a uma farmácia, na Pituba. Todos, vítimas dessa onda de violência que vêm atingindo a sociedade baiana e brasileira. 

Sim. Nós entendemos que a violência tornou-se um problema social constante em todo o país. Que a falta de planejamento e o tráfico ilícito de entorpecentes estão fazendo eclodir guerras nas cidades brasileiras, vitimando até aqueles que são “preparados” para combater a criminalidade e a marginalidade, fatores estes, muito complexos e que envolvem questões socioeconômicas, demográficas, culturais e políticas. 

A pobreza e as desigualdades sociais  são comumente apontadas como fatores que estimulam a violência e a criminalidade. De fato, jovens que vivem em comunidades carentes são aliciados por traficantes e veem  no mundo do crime,  uma opção de vida. O governo, além de falhar em fatores  como educação, saúde e emprego, falha também na repressão ao crime organizado, deixando de lado a valorização de profissionais que põem suas vidas em risco na defesa do outro, como os policiais militares que saem de suas casas sem saber se vão voltar. Que precisam se camuflar com outros "vestes" para não serem reconhecidos pelos marginais. Que precisam esconder sua identificação e rezar para que ninguém à encontre. Que ao saírem de casa, olham para seus filhos como se fosse a última vez que os visse. Que são garantidores da paz a todos da sociedade e tem  a possibilidade de evitar e corrigir injustiças, afirmar direitos e fazer cumprir os deveres. Que são heróis de alguém em algum momento, em algum lugar, em uma hora qualquer.  Que se levantam por vocação e acreditam que podem fazer o melhor de si para uma sociedade mais justa e igualitária.

Não esqueçamos. Quando um meliante atenta contra um agente de segurança pública, ele está atentando contra toda a Nação, pois, a garantia da ordem pública está nas mãos destes  profissionais e por isso, a necessidade de leis e penas  mais rigorosas para aqueles que ousam atingi-los tirando a sua vida.
 
Não queremos apenas leis mais duras para marginais, por que isso não trará de volta os que se foram. Queremos sim, uma reorganização do  Estado brasileiro. Um reconhecimento dos poderes competentes de que isso se faz necessário e urgente. 

E lembremos  também,  que diante dos últimos acontecimentos envolvendo o sistema carcerário brasileiro, que tem demonstrado está falido, temos que entender que nem todo preso será ressocializado,  e por isso, a retirada de privilégios dos mesmos é urgente e se faz necessária.

Outra situação que não poderíamos deixar de mencionar e que nos assusta, é o silêncio "DAQUELES" que se dizem defensores dos Direitos Humanos e que em momentos como os quais a nossa categoria está enfrentando, não se posicionam, não emitem uma palavra, uma nota de solidariedade aos que morreram garantindo o direito de ir e vir dos cidadãos.

É preciso entendimento de que os  Direitos Humanos e a Segurança Pública não são coisas distintas. Elas devem caminhar juntas, lado a lado, defendendo  e protegendo a vida do outro sem distinção. Já somam quatro policiais mortos e um bombeiro e não podemos naturalizar uma coisas destas. Urge a necessidade dos poderes competentes traçarem ações e estratégias de proteção à vida destes policiais. 

Somos todos polícias. Somos todos humanos. Somos todos de carne, somos todos de osso. Temos filhos, famílias, amigos, pais e mães, que assim como todos os outros "humanos", em um momento de perda e de dor, ficamos sem chão, sem respostas, precisando talvez, apenas de uma palavra de conforto. Somos seres atingíveis, somos o que somos. Somos defensores  da ordem pública e da manutenção da paz social. Somos todos polícias. E polícia com orgulho! E se em momentos de perdas injustas, se alguém tiver que chorar, que seja do lado dos bandidos.

E apesar de todas as adversidades, os  policiais militares vão  continuar promovendo o bem estar  e a paz da sociedade, reagindo à toda e a qualquer  agressão injusta.

Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia APPMBA

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