Diretoria da APPMBA promove audiência pública sobre a condição das mulheres na PMBA e CBMBA - importância e direito

Postada, 15 de dezembro de 2016 às 7h30

A diretoria da APPMBA, representada pela secretaria geral  da Entidade, Sd PM Alaice Gomes, pelo presidente do Conselho Fiscal, Sgt PM Adroaldo e pelo diretor social, Cb PM Ueslei, participou na manhã de ontem,14, no Auditório Juthay Magalhães, na Assembleia Legislativa da Bahia, de uma Audiência que teve como tema a "Importância e os Direitos das mulheres na PMBA e CBMBA". 

Sendo o terceiro estado brasileiro em número de mulheres na Polícia Militar, a Bahia atualmente possui 30.631 profissionais vinculados à instituição, dados do Departamento de Pessoal da PMBA, de 12/08/16, informa que, 4.389 são mulheres totalizando 13,9% da corporação. No Corpo de Bombeiros são 548. 


E foi a partir deste cenário, originalmente masculino e da ausência de estratégias para o contexto de mudança na cultura organizacional, que foi analisada no debate, às relações de poder e de gênero e que de acordo com a secretaria da APPMBA, Sd PM Alaice Gomes, hoje existe uma estrutura que não foi pensada para a policial militar. "A Polícia Militar tem 191 anos e nós temos apenas 26 anos na Instituição. Existem policiais que já poderiam está na reserva se tivéssemos a garantia de direitos que constam na Constituição, como por exemplo, o de trabalhar 5 anos a menos que o homem. E falar de direitos é também falar da previdência que está em pauta nos últimos dias com a PEC 287/16  que tem a proposta de ampliar o tempo de serviço e querer  inserir os militares que tem uma atividade  especial e diferenciada pelo grau de risco e periculosidade que correm 24 horas, independente de está fardado ou não, como o do caso do Sd PM Pereira que aconteceu  recentemente". 


Segundo a Sd PM Alaice, existem questões muitos simples que precisam ser ajustadas. "Temos situações como a dos alojamentos que não são adequados para acolher as mulheres, em especial as das especializadas. A estrutura, por exemplo, não leva em conta a questão de gênero”, ressaltou.

Para o deputado Marcelino Galo, as mulheres têm dado importantes contribuições para a segurança pública da Bahia e cada uma das reivindicações apresentadas no debate, são legítimas."Aqui está a capitã Leidian Peixoto, grávida, e para mim ela simboliza muito bem a necessidade de se discutir a participação da mulher na polícia por conta das diferenças que existe”.



Promovida pela APPMBA, Força Invicta e pela Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da ALBA, participaram do evento oficiais, agentes da segurança , segmentos da sociedade interessados em debater o tema no parlamento e as deputadas Luiza Maia e Maria Del Carmen, e os deputados Bira Coroa e Zé Neto.

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