Que não nos falte coragem, determinação e suporte

Postada, 12 de junho de 2018 às 17h02

Ser policial militar é uma escolha. Muitos tentam, poucos conseguem, mas, o objetivo dos homens e mulheres que escolhem esta profissão, é trabalhar a prevenção, é garantir para a sociedade segurança pública.

Policial Militar também é cidadão e precisa da mesma segurança que qualquer um outro, com um Plus, tem- se a ideia que por usar uma farda, é uma ameaça e incomoda aos que escolheram viver no ilícito. Não entraremos no mérito sobre o que leva essas pessoas a seguirem este caminho, pois, este como tantos outros que pairam sobre nós, não é um problema da segurança pública.
Mas é nossa obrigação garantir aos nossos irmãos que seus direitos não sejam usurpados, e muito menos, o direito à vida.

Em 2018, perdemos 05 policiais militares, 04 deles no momento de descanso, mas, somos policiais 24h por dia, não temos descanso, basta ser reconhecido e não ter a oportunidade de reagir rapidamente e daí aumentamos a estatística do estado. Estado este que não tem protegido os teus, que não tem dado a resposta enérgica e necessária, que tem sido omisso em proporcionar condições dignas de moradia por motivos desconhecidos por seus servidores.

Não aceitaremos que a morte dos nossos irmãos sejam tratadas como estatística, não queremos ouvir justificativas infundadas, discursos vazios. Chegou a hora dos ajustes necessários, honrar a memória destes guerreiros que tanto honraram o seu juramento e tiveram a vida ceifada covardemente. Chegou a hora desta família de farda dar a resposta esperada pela família sanguínea. 

Ouvimos pelos quatro cantos que existe o espírito de corpo na corporação, que somos um só, e sendo assim, a família é grande e precisamos do apoio de todos que compartilham a nossa dor, não clamaremos por piedade, não fecharemos vias para apontar ou buscar culpados, mas, vamos continuar combatendo os inimigos com mais força e seremos respeitados como homens e mulheres que protegem vidas mesmo sem o reconhecimento daqueles que sabem que não existe sociedade sem a presença policial.

Direitos Humanos, Ministério Público Estadual, OAB e demais órgãos e entidades que sempre nos apontam como algozes, os senhores testemunharam o que fizeram com cada um de nós, militares da ativa e da reserva, no último sábado, 9 de Junho, no bairro de Santa Cruz.

Cabo PM GONZAGA não morreu sozinho, cada ato contra ele, está doendo em nós. Antes de nos julgar e criticar, nos convidem a ser ouvidos, nos dê a oportunidade de falar sobre a nossa dor, angústia e anseios.

Nos permita dizer que o problema não está no policial morar em comunidades periféricas, a questão é o que se tornou esse local. Muitos policiais vem tentando uma outra moradia para garantir sua segurança e dos seus familiares e não conseguem por falta de condições. É preciso o retorno do PROHABIT, a questão é de sobrevivência para muitos.

Exigimos respeito a memória dos guerreiros, não aceitaremos quaisquer culpabilização dos nossos por parte de quem quer que seja.

SGT PM Roque Santos- Presidente da Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar - APPMBA

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