Aumento da violência conta agentes da Segurança Pública

17/04/2026 às 08:56

feature-top

Elas representam um alerta doloroso e urgente sobre a realidade enfrentada diariamente pelos homens e mulheres que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.

23 agentes de segurança foram baleados em salvador e região metropolitana nestes 105 dias de 2026, com 7 mortes confirmadas, sendo 6 dessas vítimas policiais militares. Os números impressionam, preocupam e, acima de tudo, exigem reflexão.

Por trás de cada policial morto, existe uma história. A dor que acompanha a rotina de um profissional da segurança pública não se limita a quem veste a farda; ela alcança todos ao seu redor.

O policial militar não exerce apenas uma profissão. Ele assume um compromisso de coragem, entrega e sacrifício. É o único que faz o juramento de proteger a socieddae mesmo com risco da propria vida. É ele quem está nas ruas nos momentos mais difíceis, quem corre na direção do perigo quando muitos tentam escapar, quem enfrenta a violência de frente para garantir que a população possa viver com mais segurança.

Mas quem protege a sociedade também precisa ser protegido e valorizado.

Não basta reconhecer a importância do policial militar apenas em discursos ou homenagens. Valorizar verdadeiramente exige medidas concretas que estejam à altura da grandeza e do risco da missão desempenhada.

Mesmo submetidos diariamente a uma atividade de risco extremo, os policiais militares não recebem adicional de periculosidade, embora exerçam uma das funções mais perigosas do serviço público. Além disso, as praças da polícia militar seguem sendo as únicas da segurança pública que não recebem condição especial de trabalho no percentual de 125%, realidade que reforça a necessidade de revisão e de um olhar mais atento para a valorização da tropa.

Também é fundamental discutir a implementação de políticas que assegurem moradia segura aos policiais militares, permitindo que esses profissionais tenham, ao lado de suas famílias, a tranquilidade mínima necessária fora do ambiente de serviço. Não é razoável que aqueles que combatem a criminalidade diariamente retornem para contextos de insegurança sem qualquer amparo específico.

Cuidar do policial militar é fortalecer toda a estrutura da segurança pública. É compreender que não existe sociedade protegida sem profissionais respeitados, amparados e devidamente valorizados.

Valorizar o policial militar não é favor, não é privilégio, não é concessão. É reconhecimento justo a homens e mulheres que, todos os dias, saem de casa sabendo que enfrentam riscos reais e permanentes em nome da proteção coletiva.

Que os números recentes não sirvam apenas para gerar comoção momentânea, mas que desperte consciência. Porque proteger quem protege a sociedade é um dever de todos e uma necessidade que já não pode mais ser adiada.

Defender o policial militar é defender a segurança pública e fortalecer toda a sociedade.

A APPM se solidariza com os familiares e irmãos de farda.